"Abrindo..."

Quando começamos a conhecer alguém, vamos logo julgando pela aparência de uma forma cruel e injusta, tirando conclusão precipitada, antecipando a convivência com o outro, esquecendo de dar tempo ao tempo.

Todos passamos por muitas coisas para estar onde estamos, coisas boas e ruins, e tudo isso gera uma carga emocional e física imensa, o que tornou o que somos no presente. Todo dia a gente se transforma, aprende a viver com as bagagens da vida que nem sempre são boas, e isso nos torna mais forte.

Por isso, não podemos sair criticando todo mundo apenas pela aparência ou o jeito de falar, ninguém sabe o que a pessoa está passando ou já passou na vida.

Quando se trata de pessoas que conhecemos de perto, próximas a nós, é preciso prestar bem atenção aos sinais de comportamento que ela nos envia. Para assim tentar compreendê-la de uma forma melhor, e quem sabe poder ajudá-la, se for o caso.

Precisamos entender o silêncio demorado de quem está ao nosso lado, ver a tristeza no fundo dos olhos, as mínimas mudanças que nos indicam que algo não está bem, mudança nos pequenos detalhes de sua rotina.

A maioria de nós, infelizmente, só vê a frieza do(a) parceiro(a) quando o emocional já se encontra abalado, fragilizado, praticamente irreversível. Assim, nada mais importará e será tarde demais.

Conviver com a pessoa amada requer prestar atenção nos detalhes, cuidar, se importar, demonstrar afeto, é mais do que só presentes e conforto material. As conquistas de vida deve sempre incluir também o enriquecimento afetivo, o crescimento do nosso potencial humano, a capacidade de amar e ser amado.

Se nesse caminho nos esquecemos das relações humanas, sairemos perdendo sempre, pois as pessoas cansam de ser boazinhas e compreensíveis além do que aguenta, além do que o coração é capaz de suportar. Se sempre formos bonzinhos e aguentar tudo sem reclamar, no final podemos nos tornar frios, pois as pessoas cansam e fim!